Meus pensamentos não me deixam em paz

Normalmente os pensamentos que nos atravessam, costumam ser de forma automática e muitas vezes intrusiva. Um pensamento intrusivo implica em algo que vem distorcido, e que muitas vezes passa rapidamente por nossas mentes quando estamos em meio a determinadas situações. Esses pensamentos podem gerar reações emocionais dolorosas, indesejáveis, torturantes e que alteram a forma como agimos, vivemos e como respondemos ao meio onde estamos. Sintomas como depressão, ansiedade, medo, estados de pânico ou melancolia, pensamentos suicidas, raiva e baixa autoestima, podem colocar a vida em risco.

Mas também temos pensamentos automáticos que nem sempre são de ordem intrusiva. Eles podem ser representações, como palavras, imagens, ideias, ou cenas já vividas.

Na Psicanálise entendemos que o nosso inconsciente opera nisso o tempo todo.

Mas o que é o inconsciente? É isso que faz ato e esse ato que não sabemos e muitas vezes não reconhecemos, que não conseguimos decifrar, nomear.

Há pensamentos que são inconscientes, que são coisas que vivemos e que não chegamos a ter um registro simbólico.  O real para Jacques Lacan tem sempre algo para além da linguagem. Ele vai dizer que temos algo do real, do imaginário e do simbólico, mas que há uma parte em nós que não há um registro simbólico.

Quando se começa a falar pela técnica de associação livre, em que o analista ouve o que está sendo dito daquele que ali está, a fala vem de um lugar peculiar, o sentido oculto do pensamento é revelado e pode ser nomeado. Com isso, a função daquele pensamento intrusivo ou automático começa a perder força, passa a ser irrelevante e sua função tende a desaparecer.

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